(: Mulekka :)


Domingo , 23 de Abril


UFBA: Universidade Federal da Bahia

FACED: Faculdade de Educação

CURSO: Licenciatura em Pedagogia

CICLO  CINCO

ATIVIDADE: GEAC 513

PROFESSEORA: Jamile Borges

CURSISTA: Giselda Monteiro de Alcântara.

GRUPO : 02 Solange

 

 

 

A antropologia e a educação vivem num campo de confrontação, em que a compartimentação do saber atribui a antropologia condição de ciências e á educação

Aqui em Irecê, desde o ano  de 1.997, a educação vem buscando novas formas, métodos, filosofias, para tentar mudar os rumos da educação  existente. Onde,  havia salas super lotadas, alunos com grave distorção série – idade, baixo nível de aprendizagem entre outros problemas.

Nos últimos anos, já sanadas, algumas dessas dificuldades nos debatemos com outras. Como por exemplo: a fundamentação de nossas idéias,  a busca inconstante pela verdadeira identidade do professor e do aluno...

Mesmo sentindo que muitos progressos já foram alcançados, compartilhados, ainda não consigo ver a educação em Irecê sendo uma luz da antropologia.

Penso que, ainda é muito pouca a valorização e exploração da diversidade que temos (visto que, aqui reside pessoas de vários lugares do Brasil, com culturas bem distintas). Há pouca exploração dessas diferenças culturais, regionais,  em sala de aula e/ ou fora da sala.

A cultura local é muito massacrada, desvalorizada.

Temos exemplos claros dessa desvalorização: festas regionais, onde os artistas da terra são convidados para participar (quando são convidados), recebem miséria por seu trabalho, enquanto, outros que vêm de fora  ganham milhões para fazer a mesma  apresentação. Isso sem contar, que o povo de um modo geral aprecia, os que vêm de outros lugares.  

Temos uma cultura muito rica, em termos  etnia,  cultural, mitos, colonização, formação, mas precisa ser muito mais conhecida, apreciada por todos.

Escrito por Gillmonteiro às 17h34
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A escola sem duvida é um dos lugares privilegiados que tem toda essa mistura de gente, de etnias, culturas.

Irecê, apesar de estar ainda engatinhado no seu processo educativo, vejo como um povo, apesar de todas as dificuldades, capaz de colocar-se no lugar do outro, capaz de compartilhar seus saberes, seus pertences, quando um dos seus estar necessitado.  Claro que fazemos isto não porque somos ricos, ou por sermos sabidos. Mas vejo isso, não só como uma característica do povo de Irecê, mas como do povo Brasileiro que,  tem suas diferenças, e  é  justamente nessas diferenças que está nossa beleza, o  diferencial de nossa nação.

Acho que, estamos sempre abertos a trabalhar com diferenças (mesmo ainda não esteja acontecendo aqui), sejam elas quais forem. Havendo respeito às crenças de cada um, dialogo em prol do grupo envolvido em determinada ação, penso que a antropologia só vem a nos ajudar a lidar e conviver com essas diferenças do nosso povo, dos nossos alunos.

Além do que, vejo uma necessidade enorme dessa prática,(colocar-se no lugar do outro) em pleno século XXI, onde  diante da globalização das experiências, do ambiente plural diversificado pela globalização das relações e facilidade nas comunicações é imprescindível até pelo clima conflituoso que cresce entre os povos a práticas da cidadania e da alteridade, pois maior for à diversidade será a oportunidade de crescimento.

 

 

 

 

“Olhe para os dedos de sua mão. Eles são diferentes. Ainda bem. Exatamente por serem diferentes eles são harmoniosos quando vistos em conjunto. Já imaginou se eles fossem todos iguais?
Certamente teríamos dificuldade de fazer o que fazemos de maneira tão natural. A humanidade, pode-se dizer, é semelhante diferentes numa nação. A diferença é inerente, portanto, à natureza humana. Que bom que assim seja.” (Carlos Pereira).

 

 

Escrito por Gillmonteiro às 17h33
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